CRIANÇAS E INTERNET: OS PRINCIPAIS PERIGOS E COMO SE PREVENIR





Publicado em 6 de abril de 2020

A internet é palco de inúmeros ataques cibernéticos, principalmente para pessoas vulneráveis e inocentes como as crianças. Com isso, fica a critério dos pais proteger e ensinar seus filhos a utilizarem a rede de forma correta o quanto antes.

O texto tem como objetivo mostrar como a relação crianças e internet acontecem e de que formas elas podem ser protegidas dos mais variados tipos de ataques. Entre eles está o cyberbullying, presente na vida de praticamente todas crianças e adolescentes, seja no ambiente escolar ou familiar.

Outras ações maliciosas, como exploração sexual, ansiedade e depressão consequentes do uso da internet também serão tema deste artigo. Confira!

QUAIS OS PERIGOS QUE A INTERNET PODE PROPORCIONAR ÀS CRIANÇAS?
Cada vez mais a internet se mostra como um campo com atalhos perigosos, principalmente para as crianças. Para evitar isso, os familiares precisam estar atentos boa parte do tempo. Veja abaixo alguns dos problemas mais comuns.

CONTEÚDOS PARA MAIORES DE 18 ANOS
É importante filtrar qualquer tipo de conteúdo que seja prejudicial ao público infantil. A começar pelos navegadores, que não só apresentam propagandas com conteúdos sexuais, como também podem apresentar sites maliciosos que provavelmente estarão ocultos.

A maioria dos navegadores tem configurações que bloqueiam sites impróprios. Existe ainda uma configuração mais avançada, que permite aos pais controlarem os sites por meio de diferentes níveis de proteção de acordo com a idade da criança.

Além dos navegadores, os aplicativos em geral também são suscetíveis a ataques maliciosos. Conteúdos com violência e nudez, por exemplo, são encontrados com facilidade. Por isso é importante acompanhar de perto a relação criança e internet, mesmo nos celulares.

QUEDA DE RENDIMENTO NA VIDA ESCOLAR E FAMILIAR DA CRIANÇA
Outro fator importante é o rendimento que a criança terá tanto na escola como em casa. De acordo com o tempo de acesso à internet, a criança pode apresentar problemas de saúde e, aliado a isso, deixar sua vida social de lado. Ficar de olho nos sites, redes sociais e demais conteúdos é uma forma de manter seu filho saudável e longe de possíveis perigos virtuais.

INFORMAÇÕES PESSOAIS SENDO VAZADAS
Uma criança pode deixar escapar, sem intenção, algumas informações pessoais referentes a ela ou até mesmo sobre a família. Nesses casos, é preciso limitar o uso das redes sociais para que ela não caia em mais golpes.

EXPLORAÇÃO SEXUAL NA INTERNET
Um dos piores, se não o pior tipo de situação para os pequenos. Apesar dos tabus, é importante falar sobre o assunto, pois assim é possível evitar cada vez mais que crianças de todas as partes do mundo sejam alvos de crimes sexuais. Geralmente, o pedófilo age como uma pessoa da mesma faixa etária que a vítima e a ataca com perfis de aplicativos de relacionamento. Em outros casos, o abusador convive e mora com a família, o que torna a situação mais perigosa para os menores.

Outro problema que os pais podem enfrentar é o medo e a depressão que o filho pode sentir após um ataque do tipo. Por isso, é importante conversar com a criança e, na maioria dos casos, levá-la a um profissional da saúde.

COMO O CYBERBULLYING PODE AFETAR A RELAÇÃO CRIANÇA E INTERNET?
O cyberbullying é um ato de violência cibernética que ocorre entre crianças e adolescentes. Diferentemente do bullying que acontece nas escolas, o cyberbullying se estende pela internet, o que torna ainda mais difícil a vida da pessoa agredida.

Podem ser consideradas ações de bullying virtual: vazamento de fotos constrangedoras, fotos íntimas publicadas na rede e, principalmente, críticas quanto à aparência da vítima. Essa última ação ocorre tanto em ambientes físicos quanto virtuais.

Muitos agressores usam perfis falsos para enganar suas vítimas. Dessa forma, o criminoso pode usufruir de todos artifícios para tornar a vida da criança um pesadelo. As consequências podem ser variadas e, dependendo do grau de violência, podem levar ao suicídio. Para isso, os pais devem considerar o auxílio de um especialista o quanto antes.

O não tratamento do cyberbullying pode gerar graves problemas, como a falta de interação da criança com outras pessoas da mesma faixa etária e transtornos de ansiedade que podem evoluir para um quadro de depressão.

Para evitar que uma criança ou adolescente seja mais uma vítima desses ataques, é fundamental seguir alguns passos:

evitar a exposição exagerada nas redes sociais;
não expor fotos íntimas na internet;
bloquear a pessoa que ataca nas redes sociais;
a família deve monitorar as atividades dos seus filhos nas redes.

Com essas dicas, é possível ter uma vida longe do cyberbullying. O apoio dos pais e até mesmo dos professores faz com que a criança supere esses desafios e torne a denunciar posteriormente os agressores.

QUE PRECAUÇÕES OS PAIS DEVEM TOMAR?
Os pais devem estar sempre alertas em relação ao que seus filhos pesquisam na internet. Para isso, alguma precauções podem ser tomadas a tempo. São elas:

estabelecer um limite de tempo para acesso;
orientar a criança quanto a determinados conteúdos;
verificar o que a criança acessou durante o tempo de uso.
Essas são algumas dicas para que no final as consequências sejam mínimas, ou melhor, que nunca ocorram. Além disso, acompanhar as amizades virtuais dos filhos é uma tarefa fundamental. Com a falta de intervenção dos pais, a criança pode fazer amizades perigosas e que podem evoluir para um nível ainda mais desvirtuoso.

Outra coisa é fazer com que as crianças acessem sites didáticos e que influenciam no crescimento delas. Muitas escolas colaboram com essas navegações, ensinando seus alunos a usar e jogar em diversos sites educacionais.

Durante o texto, vimos que as crianças e a internet estão em constante evolução. Antigamente, existiam outras maneiras de diversão, como brincar com carrinhos, bonecos, esportes etc. No entanto, hoje em dia, o foco maior é a internet.

Então, nada mais certo do que os pais controlarem esse uso, principalmente nas redes sociais, em que os agressores ficam mais à vontade para atacar suas vítimas com cyberbullying, por exemplo.

Fonte: intnet

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